Livros não Jurídicos

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Desvio de Rota

 

Este livro relata a experiência de um jovem que exerceu atividade política em Pernambuco, seu Estado natal, dos 27 aos 31 anos. Abrange não apenas o período em que exerceu essa atividade, de dezembro de 1959 a março de 1964, mas também aquele em que sofreu as conseqüências de sua atuação, o que o obrigou a vir para o Sul em novembro de 1965.

O leitor não precisará de muito esforço para imaginar que essa experiência foi comum a uma geração de jovens idealistas, que viam a Política como uma vocação. Uma geração que acreditava em Liberdade, Igualdade e Fraternidade, uns dando mais ênfase à Liberdade, outros à Igualdade, outros, ainda, à Fraternidade.

Uma geração que acreditava na democratização como um processo, não apenas político, mas também social, cultural e econômico. Que via o Estado como indutor desse processo, mas igualmente como resultado dele. Que não acreditava em Estado democrático sem sociedade democrática, nem em sociedade democrática sem organização e participação do povo. TODO PODER EMANA DO POVO E EM SEU NOME SERÁ EXERCIDO.

Uma geração que acreditava que a democracia não se esgotava nas urnas, não se resumia a eleições periódicas. Era mais, muito mais do que isso.

Uma geração que acreditava que o processo de democratização seria conduzido de baixo para cima, com o surgimento de líderes desconhecidos, que estavam à espera apenas de que se lhes dessem oportunidade.

Uma geração que acreditava no desenvolvimento nacional, sem inspiração em qualquer modelo importado, fosse ele de direita ou de esquerda.

Uma geração que via o futuro com otimismo.

Uma geração que teve sua trajetória política cassada.

Uma geração proscrita. 

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Manga com Leite

 

“Nas histórias de Manga com Leite, permita-se ser conduzido pelos fragmentos de memória de um narrador maduro que desenha o fluxo narrativo com a precisão de quem sabe construir pontes de acesso entre passado e presente.”

Leonardo Chianca
editor e escritor

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O Coronel de Amendoeira

Prólogo

Durante os cinco anos que passei na Faculdade, um de meus melhores amigos – companheiro de estudos e de “peladas” de futebol – era um aluno nascido no alto sertão do Nordeste. Nas horas vagas, conversávamos muito sobre o sertão. Ele costumava contar histórias que me fascinavam, a mim que nascera no litoral mas que tivera oportunidade de, ainda estudante, percorrer quase todas as cidades do Estado, atrelado a uma campanha política em que me engajara no início da década de 1950.

A história que se segue foi contada por esse colega, que me afirmou ser verdadeira. Acreditei em tudo que me contou, porque de palavra de sertanejo não se duvidava, pelo menos naquela época do “fio do bigode”, e anotei todos os detalhes. Agora, décadas após, decidi organizar as anotações e publicar a história. Tomei o cuidado de mencionar os personagens com nomes fictícios e mudar os nomes das cidades, especialmente o da cidade-título. O leitor pode estar certo de que não existe a cidade de Amendoeira no Nordeste brasileiro, se bem que certa vez passei lá uma semana de férias...

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